domingo, 31 de outubro de 2010

"Oops, I did it again"...

Ahh, pensavam que eu já me tinha esquecido, não era? Para aqueles mais sensíveis a "lamechices", está na altura de fechar esta página...


       Fui buscá-lo à Bertrand esta manhã.  Acabei-o há uns minutos. São só 117 páginas de uma letra bem gordinha, por isso não se assustem. Pelo meio ainda houve tempo para passear pelo Terra Nostra e pela Ribeira Quente.
       Apesar de o excerto corresponder a um momento nocturno, a fotografia diurna que se segue poderia ter tido as mesmas palavras como legenda.

       "Vamos imaginar uma noite como esta, quente e perfumada, um hotel de grande classe, à beira-mar, um terraço amplo, com mesas e velas, música de fundo, um vaivém de criados prestáveis e discretos, comida seleccionada, naturalmente, com cozinha internacional. Eu estou sentado a uma das mesas, com uma mulher bonita, uma rapariga como você, com ar de estrangeira, a nossa mesa fica no lado oposto àquele onde nos encontramos agora, a mulher está de frente para o mar, ao passo que eu estou voltado para as outras mesas, estamos em amena conversa, a mulher ri quando em quando, nota-se pelos ombros, exactamente como você." (p. 115)

(Praia de Calangute, a praia descrita no livro)
                                                                                                       

Hoje o tempo passou pelas Furnas assim...













sábado, 30 de outubro de 2010

Para reflectir...

      Acreditem que não é por medo de bruxas, vassouras voadoras, fantasmas, gatos pretos, teias de aranha, abóboras esventradas que não gosto do Halloween! Não gosto, porque... não gosto! Que me perdoem os simpáticos colegas de Inglês, mas celebrá-lo nas escolas ainda me causa mais (des)gosto. Compreendo que esteja dentro do âmbito do estudo das tradições da língua inglesa (e da cultura norte-americana, mais concretamente, se bem que levada para lá pelos colonos europeus), mas não vejo muitos pontos positivos no destaque que lhe dado actualmente. Resume-se, mais ou menos, a isso: ao histerismo generalizado em corredores e (para mal dos meus pecados) dentro das salas de aula; ao grito; ao ruído; à confusão. Podem até pensar que o problema é meu; que sou esquisita e que a ioga me anda a fazer mal, mas afinal este ainda é o meu blogue e nele posso ser a bruxa-mor e lançar uns bruxedos, que é como quem diz umas críticas...
      Já que na sociedade (em sentido global) não se podem combater muitos destes excessos, que na escola se entendesse a educação de uma forma diferente não seria um mau princípio se queremos alunos mais calmos, concentrados. Se calhar, o objectivo é também catárquico e, através da exposição do (e ao) medo, libertar uns demónios e purificar a alma... Não sei... Achava muito mais pertinente, por exemplo, a promoção de momentos e de lugares de relaxamento, acompanhados ou não de música (adequada ao efeito); o contacto com outras formas de arte, mas, acima de tudo,  o gosto e o respeito pelo silêncio: o próprio e o dos outros. Ganhavam todos: alunos, professores, funcionários, pais...
      Ah, antes que me esqueça, não compro rebuçados para distribuir às caras feias que me aparecem à porta. Os meus rebuçados são entregues por vontade a quem me devolve um sorriso, a amizade e o respeito.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

De luz e de sombra...


A dissertação pode ainda não estar pronta (resta um pouco mais do que trinta dias para os toques finais), mas a última frase da conclusão, desculpem lá a modéstia, está linda. Fez-se Luz! Até me surpreendi!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

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Podem votar na sondagem ao lado. Não se preocupem... Os vossos votos são anónimos.  :-)
Jamais saberei quem vocês são!

domingo, 24 de outubro de 2010

Quem não gostaria de, por vezes, ficar assim...

transparente... perante os outros, face aos obstáculos, esquecido e perdido na paisagem.

* O artista chama-se Liu Bolin; pelo menos foi a indicação que recolhi no e-mail que me mandaram.

sábado, 23 de outubro de 2010

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(Mark Ryden, "Girl in a fur skirt")

(Mark Ryden, "Saint Barbie")

      No início, estranha-se, mas depois entranha-se... Os quadros deste pintor têm tanto de estranho como de genial. (http://www.markryden.com/)

Sobre o Amor...

(Mark Ryden)

"If love is everything, few marriages would survive the honeymoon."
(E. M. Forster)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Sobre o humor...

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Teste do amor verdadeiro...

Para saberes quem te ama de verdade, faz o seguinte teste:


1 - Tranca o teu cão e a tua mulher na bagageira do carro.

2 - Aguarda exactamente uma hora...

3 - Abre a bagageira...

4 - Vê quem está feliz por te ver novamente.


*Acabou de chegar via e-mail. A autora do blogue não se responsabiliza por eventuais divórcios.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

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(foto de JLS)

      "A pouco e pouco, aprendi que nenhum viajante vê o que outros viajantes, ao passarem pelos mesmos lugares, vêem. O olhar de cada um, sobre as coisas do mundo, é único, não se confunde com nenhum outro.
      Viajar, se não cura a melancolia, pelo menos purifica. Afasta o espírito do que é supérfluo e inútil; e o corpo reencontra a harmonia perdida - entre o homem e a terra.
      O viajante aprendeu, assim, a cantar a terra, a noite e a luz, os astros, as águas e a treva, os peixes, os pássaros e as plantas. Aprendeu a nomear o mundo."

Al Berto, O Anjo Mudo 

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Dica n.º 8 para enfrentar a crise...

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Arregaçar as mangas... e não ficar à espera dos outros para nos resolverem os problemas. Em termos mais técnicos: ter espírito de empreendedorismo.

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"Como o mar, ao redor da ilha solitária da vida, a morte canta noite e dia sua canção sem fim."
Rabindranath Tagore

domingo, 17 de outubro de 2010

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Seguindo a indicação de um comentador (anónimo) que ontem me dizia "cai na real, cara!", resolvi partilhar uma pouco desta realidade. No fim, dir-me-ão em que sentido ela me (nos) faz mais feliz(es) e se colocar um pouco de sonho e imaginação na minha (nossa) vida é assim tão funesto...

1. Estado caótico do país a nível económico, social, político... que me vai levar a uma diminuição do salário, ao aumento de impostos, etc.
2. Testes para corrigir (para ontem), testes para fazer (para a semana), jornal para acabar, dissertação para me inspirar.
3. Ver os meus pais envelhecer.
4. Descobrir vários cabelos brancos de uma só vez nos últimos dias.
5. Ver as pessoas de quem gostamos adoecerem e não podermos fazer nada para ajudá-las.
6. Ver da janela um mendigo a procurar comida no caixote do lixo.
7. Saber que alguns alunos com os quais ralho às 8.30 por não estarem atentos não tomaram o pequeno-almoço.
8. Saber que, por mais que gostes do que vais cozinhar para o jantar, vais comê-lo sozinho.
9. (...)

sábado, 16 de outubro de 2010

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Há uns dias atrás vi o filme "A Passage to India", realizado por David Lean em 1984 e baseado no livro homónimo de E. M.Forster, que tem sido uma agradável companhia há mais ou menos uma semana e uma fuga pecaminosa às leituras obrigatórias desta recta final do trabalho. No entanto, o que me traz aqui é a partilha de uma cena do filme que achei... estranha.
Resumidamente, o que se passou foi o seguinte:
Miss Adele Quested decide corajosamente romper o noivado com Ronny Heaslop, num momento de lucidez amorosa: não o amava! Depois, o realizador leva Adele a passear (e a reflectir sobre a vida)no meio da selva indiana, onde é quase atacada por um grupo de macacos que descansavam em cima de um conjunto arquitectónico de sensuais estatuetas de pedra. Resultado, Adele corre em pânico para os braços de Ronny, dizendo que o ama muito e que afinal quer casar com ele!
Não percebi! A sequência das cenas deixou-me confusa! Qual a razão da mudança dos seus sentimentos? Qual o papel dos macacos? Não quero acreditar que a decisão tivesse só a ver com: "caso contigo, porque me protegerás de todos os macacos que encontrar pelo caminho!" Ou se calhar é uma boa razão... não sei...

Acho que é desta que esgoto o assunto...

... até porque o texto que se segue é tão lamechas, tão lamechas que não terei coragem de voltar a postar algo semelhante!
(Jaipur, 17 de Agosto)

Oh India, India,
Where are you standing now?
Not before my eyes anymore.

When will I let you go
Free again from my sand clock?

Will you miss me
As I miss your morning smile,
Your nightly sweet tenderness?

Will your colours bright again
Now that the sun has vanished from the sky?

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Sobre o milagre chileno...

É inegável que hoje o tempo passa de uma maneira diferente dentro da cápsula Fénix... e no resto do mundo.

(European Press Photo Agency)

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Dica n.º 7 para enfrentar a crise...

(Fathepur Sikri, 18 de Agosto)

Se pensar muito sobre a crise lhe dá dores de cabeça, durma sobre o assunto!

Dica n.º 6 para enfrentar a crise...

(Varanasi, 21 de Agosto)

Agradecer (a Deus) por ainda ter dinheiro para ir ao supermercado comprar comida!

Dica n.º 5 para enfrentar a crise...

(Bodh Gaya, 23 de Agosto)

Reduzir as idas ao cabeleireiro!

Dica n.º 4 para enfrentar a crise...

(Mumbai, 28 de Agosto)

Apostar noutros meios de transporte!

Dica n.º 3 para enfrentar a crise...

     
       Reduzir as idas aos restaurantes e às lojas gourmet e apostar nos




Dica n.º 2 para enfrentar a crise...

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      Ser suficiente ágil e flexível para fugir às investidas agressivas dos cortes no Orçamento!

Dica n.º 1 para enfrentar a crise...

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      Poupar água!
      Nem sempre são os mais velhos que nos dão as melhores lições...
  

Quando faltam as palavras...

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     (O crédito das imagens é do JLG; sem ele não teria havido concerto.)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Beautiful Sunday Beautiful...

     
       Depois de no mês passado ter passado a India Gate (Deli) e a Gateway of India (Mumbai), eis que no domingo outra porta famosa se abrirá: a porta 4A do Estádio de Coimbra!
      Qual é a próxima? É que depois uma pessoa habitua-se a estas coisas...