segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Palpitações...

(Presidente Mubarak*, o inimigo público número um do Egipto)

Palpita-me que, por causa dos conflitos no Egipto, o preço dos combustíveis vai subir novamente. A boa desculpa desta vez são as restrições à circulação dos petroleiros no Canal do Suez...

Palpita-me que a greve geral prevista para amanhã no Egipto e a mega-manifestação que se prepara são capazes de dar para o torto...

* Imagem retirada de http://www.africa21digital.com/noticia.kmf?cod=11401128&indice=0&canal=401

domingo, 30 de janeiro de 2011

In the mood for this...



A música mais bonita do filme "In the mood for love"...

sábado, 29 de janeiro de 2011

Ser ou não ser vegetariano... Eis a questão.

(Jaipur, 17/08/10)
     
      Não é que esteja a pensar ser vegetariana (até porque ser "fundamentalista" em relação à alimentação e a outros aspectos da vida sempre me pareceu muito difícil de idealizar e de cumprir), mas esta lista contém alguns pontos interessantes (sem ser os ligados à religião, com os quais certamente não me identifico) e outros muitos discutíveis e estranhos (pelo menos aos meus olhos e à realidade que conheço)...
      Sendo assim, no pequeno fascículo "Cocina Natural... una dieta deliciosa y libre de karma" (Basado en las enseñanzas de A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada) diz-se assim:

30 Razões para Ser Vegetariano
  1. Os animais gostam tanto de viver como tu.
  2. Os animais sentem dor e ansiedade como tu.
  3. Os animais têm alma (consciência) como tu.
  4. A Bíblia proibe a matança dos animais.
  5. S. Francisco e muitos outros cristãos eram vegetarianos e amigos dos animais.
  6. Os praticantes de ioga, os budistas, os hindús e muitos outros são vegetarianos.
  7. Muitas pessoas são vegetarianas porque sabem que ao matar têm que nascer como animais para ser mortas como reacção.
  8. Porque os vegetarianos são mais fortes (elefantes, touros, gorilas, etc.).
  9. Porque o nosso corpo (intestinos, ácidos estomacais, dentes) é como o dos animais herbívoros.
  10. Porque a crueldade com os animais regressa a nós em forma de guerras, abortos, etc.
  11. Porque a carne é demasiado cara.
  12. Porque perdes a tua boa saúde.
  13. Porque as investigações dos melhores cientistas culpam a carne de muitas doenças mortais.
  14. Porque o colesterol da carne, dos ovos e do peixe te matam rapidamente.
  15. Porque os que só comem carne vivem poucos anos (esquimós).
  16. Porque a carne está cheia de venenos (DDT, antibióticos, hormonas, etc.).
  17. Porque a carne torna os seus consumidores muito agressivos.
  18. Porque para que haja produção de carne se deixa de cultivar grandes extensões de terra, que produziriam milhares de toneladas de grãos e cereais, deixando-se assim de alimentar milhões de pobres.
  19. Porque as proteínas dos vegetais (grão-de-bico, feijão verde, lentilhas, etc.) e dos produtos lácteos são perfeitas. E a dos grãos e cereais germinados são três vezes mais potentes que as restantes.
  20. Porque o comedor de carne não pode praticar ioga.
  21. Porque o Senhor Supremo não escuta as orações de quem vive da carne (Bíblia: Levítico).
  22. Porque Krishna, a Suprema Personalidade de Deus, só aceita oferendas lacto-vegetarianas (B. Gita).
  23. Porque a ciência da reencarnação ensina que éramos animais em vidas passadas e, se não alcançarmos a perfeição com a oportunidade da vida humana, regressaremos a essas formas inferiores.
  24. Porque a vaca representa a nossa segunda mãe ao dar-nos leite toda a vida.
  25. Porque a vaca, o touro, o cavalo e outros são úteis para a agricultura e para o transporte.
  26. Porque a putrefacção dos cadáveres dentro de nós mesmos causa uma má respiração.
  27. Porque não podemos falar de paz até não pararmos de matar animais.
  28. Porque as frutas, as verduras, os produtos lácteos, etc., são suficientes para manter o corpo e a alma juntos, como recomendam as Escrituras Védicas.
  29. Porque não devemos fazer nada que não queremos que nos façam.
  30. Porque a carne envelhece as células prematuramente.

P.S. A tradução do castelhano é minha.


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

...

Se eu vos contasse o sonho que tive na noite passada...
Uma verdadeira tragicomédia! Alguém o devia passar a filme, com direito a efeitos especiais e tudo.
Que pena que não o posso contar!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

In the mood for this...




(Dmitri Shostakovich: 1906-1975)

Sons vindos da Rússia para ouvir nestes dias frios...

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

De luz e de sombra...


"Só o amor concilia opostos e faz dois seres um único."
(Laura Esquivel)

Sobre a inevitabilidade das coisas...

(Bellagio, Itália, 2009)

"[...] nos assuntos em que o acaso governa tanto faz viver numa cidade de 10 milhões de habitantes como numa aldeia de poucas centenas de moradores, só acontece o que tiver de acontecer."

José Saramago, A Caverna

Os Perigos dos Fundamentalismos...

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Leituras em dia...

    
       Agora que já terminei a fase de ler todos os livros que encontrei que estivessem relacionados com a Índia (o último foi Por Amor da Índia, de Catherine Clément, no passado fim-de-semana), o que não quer dizer que este país seja já um assunto arrumado, está na hora de passar a outras leituras.
     




      Assim, o vale de desconto da Bertrand (passe a publicidade) fez-me trazer para casa um velho amigo, lido por empréstimo há vários anos (O Carteiro de Pablo Neruda, Antonio Skármeta), e um novo amigo (O Sonho do Celta, Mario Vargas Llosa). Será a minha estreia nas letras do Nobel da Literatura de 2010.
     
   

       Para já, e como o tempo ainda não deu para mais, anoto a citação em epígrafe à obra do peruano:

      "Cada um de nós é, sucessivamente, não um, mas muitos. E estas personalidades sucessivas, que emergem umas das outras, costumam oferecer entre si os mais estranhos e assombrosos contrastes." (José Enrique Rodó, Motivos de Proteo)

      É a forma perfeita de nos arrastar para a intriga. Assim como há personagens que ao longo do seu processo de composição narrativa revelam várias facetas que lhes dão um corpo e uma alma e as ajudam a ser verosímeis ao nossos olhos exigentes, também "nós" não somos só o rosto que vemos no espelho ao acordar. Ao longo do dia, vamos ajustando a nossa imagem aos vários espelhos que nos colocam à frente.
       É a literatura que imita a vida? Ou a vida que imita a literatura?

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A Memória...

(Sirmione, Lago Garda, 2009)

A memória é um homem virado ao contrário
Ponte suspensa sobre um rio que desagua... ao contrário
Da foz caudalosa para a tímida nascente virginal
Do presente para o passado
Da morte para a vida.
A memória não tem futuro
Mesmo quando o presente nele mergulha
Em apneia corajosa
Como quem veste um invisível sari
Que a mão ainda não teceu
Ou que o tempo ainda não desbotou.

Catarina Alves

Ah!

Pelos vistos a questão das alterações ao Zodíaco foi um mal-entendido! Fico mais tranquila!

sábado, 15 de janeiro de 2011

and finally this...

And this...



P.S. A quem já viu este vídeo postado no meu perfil do Facebook peço desculpa pela repetição de conteúdos.

In the mood for this...

Impróprio para pessoas sensíveis...

     



      Há filmes que dão vontade de chorar no fim, no meio ou até, raramente, no início.
     "My Sister's Keeper" fá-lo do início ao fim.
     Comprovem-no!

...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Novo signo: GÉMEOS!!

       Ando eu há 37 anos a tentar perceber de que forma me enquadrava no meu querido signo de Caranguejo, para agora, de um dia para o outro, me dizerem que afinal sou Gémeos. O que fazer com todos os ensinamentos, conselhos, orientações, inibições que recebi, ofereci aos outros? Quem sou eu afinal?

      Apesar de ser discutível, antes eu era assim: 

Caranguejo - "Tendências: signo emotivo, sonhador, romântico, sensível, receptivo, frágil, fácil de magoar, muito inseguro. Lado maternal, protetor, preocupado com o bem estar de todos, grudento, chantagista na parte emocional, muito sensíveis e pidões, signo muito infantil e inconseqüente, eternos insatisfeitos. Mudam muito de humor, regido pela Lua – “é de lua mesmo”- muito dóceis e meigos. Geralmente tem uma aparência  triste. Tem muito medo de perder as coisas e a afeição das pessoas. Não tem muito bom gosto, colocam coisas antigas (são desligados ao se arrumar).

Características positivas: maternal, ajuda os outros, simpático, sensível, intuitivo, retentivo, boa memória, tradicional, patriótico, doméstico, emocional, familiar.
Características negativas: melindroso, magoa-se com facilidade, cauteloso de mais, manipulado, negativo, sente pena de si mesmo, nostálgico."


      Continuando a ser (muito) discutível, agora sou assim:

Gémeos - "Tendências: comunicativo, intelectualizado, de relacionamentos, destrocas, é movido pelo racional, é mutável, está sempre se moldando, tem jogo de cintura, não se fixa. Natureza curiosa, inquieta, observadora, esperta, tem necessidade de estar lendo, mas não se aprofunda com nada. Pode ser meio trambiqueiro, fofoqueiro, desapegado e superficial. Não é muito chegado a cumprir leis: tem um lado engraçado, brincalhão, excitável, falsa gentileza. Possui um lado cínico de analisar que as pessoas valem pelo que tem, não pelo que são, valorizam, os títulos que os outros tenham. Inconscientes, falta raiz amorosa. Muito preconceituosos. Rápidos e competentes quando de propõe a fazer algo.

Características positivas: agradável, expressivo, curioso, inteligente, perspicaz, adaptável, literário, inventivo, ágil, capacidade de impor.
Características negativas: sem concentração, sem persistência, estourado, mutável, ingrato, inquieto, intrigante, superficial."

     
      Quem me conhece minimamente pode comparar e tirar as suas conclusões.
      A minha sorte é que nunca levei o zodíaco muito a sério, senão agora a minha cabeça andaria bem mais confusa..
      A seguir está a tabela actualizada:


P.S. Não fiz alterações ao texto original, nem corrigi os brasileirismos propositadamente.

...

      Na sessão de hoje de fisioterapia, enquanto me aplicavam o calor húmido, os ultra-sons, as ionizações, a massagem manual geral e o fortalecimento muscular, folheei a VIP desta semana, actividade culturalmente riquíssima, como se sabe, mas que nos consultórios médicos se torna uma leitura quase obrigatória e atractiva. O livro que estava guardado na mala nem chegou a sair  (acho que alguém devia fazer um sério estudo psicológico sobre este comportamento). Tenho um palpite de que deve ter a ver com a evasão meio embrutecida que estas revistas proporcionam, como se, ao penetrarmos no mundo cor-de-rosa, as notícias que aguardamos dos médicos ou as dores a que nos submetemos nos tratamentos se tornassem, também elas, cor-de-rosa. Sei lá...
      Mas, voltando ao início... Ao desviar as várias cortinas indiscretas sobre a vida dos famosos,  houve um excerto de uma entrevista a um cabeleireiro português (Eduardo Beauté), por sinal alguém muito famoso, que me chamou à atenção. Até vi algum sentido e pertinência no seu comentário. Disse então o senhor assim, a propósito do facto de nunca ter obtido nenhum apoio no âmbito da sua profissão: "Para ganharem votos, os nossos governantes garantem preservativos a quem quer ter relações sexuais; a quem já as fez sem precaução, dão-lhes a pílula do dia seguinte; se engravidarem, financiam-lhes o aborto. Se nascer uma criança, os pais têm direito ao abono de família; os dependentes de heroína têm seringas gratuitas na farmácia; quem não gosta de trabalhar só precisa de saber tratar dos papéis e o rendimento mínimo é-lhe garantido; aos marginais que acabam de cumprir pena e voltam à liberdade podem contar com o subsídio de reinserção social..." 

domingo, 9 de janeiro de 2011

O melhor e o pior...

      No telejornal da TVI do meio-dia de hoje, houve duas notícias que não pude deixar passar em branco. Uma foi a referência a que Justin Bieber (ídolo de pré-adolescentes e adolescentes; espero que se fiquem por aí) foi a personagem mais famosa da Internet em 2010. Há coisas que sinceramente não entendo. Soube até, na referida peça jornalística, que se ultima um filme sobre a sua biografia. Bem... o rapaz, que até pode cantar bem, dar uns toques de dança e lançar a franja em sentido contrário com muita eficácia, só tem DEZASSEIS ANOS! Enfim! No meu tempo, ou seja, há muitas ampulhetas atrás (se calhar foi um pouco forçado aqui o trocadilho, mas, pronto, está dito), os nossos ídolos não eram propriamente rapazes imberbes e com ar de menino da mamã. Ah, e também não tinham o ar pálido e doentio das vedetas vampirescas que andam na moda (saga Twilight e outras imitações nacionais de fraca qualidade). Eram seres com ar saudável, talentosos, como são o caso do Tom Cruise, do Michael J. Fox, dos A-Ah...
      A outra, a boa, foi a indicação de que Rodrigo Leão (no meu entender, um dos melhores músicos portugueses da actualidade) foi eleito por uma revista francesa (não foi referida qual) como tendo apresentado o quinto melhor álbum do ano - A Mãe. Adoro todas as músicas! Também não foi dito se era uma lista de artistas europeus, ou se de todo o mundo. Aqui ficam três das minhas favoritas no primeiro vídeo e a outra no segundo:

sábado, 8 de janeiro de 2011

1.º Aniversário!

Esta ampulheta do tempo que passa acabou de dar uma volta completa em torno do Sol.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Para reflectir...

(19/08/2010)

"Morre lentamente quem não viaja,
quem não lê,

quem não ouve música,
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o "preto no branco"
e os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
justamente as que resgatam brilho nos olhos,
sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
quem não se permite,
uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da
chuva incessante,
desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!"

Pablo Neruda
 
P.S. Já conheço este texto há vários anos. Anda a circular via e-mail na Internet há muito. Vou arriscar e deixar aqui a referência a que será porventura de Neruda. Confesso que não o procurei na obra do escritor.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

...

     
      Tanto é verdade que quem anda à chuva molha-se, como quem pratica algum tipo de exercício físico está sujeito a lesões. Assim, o diagnóstico chegou esta tarde como sendo uma Epicondilite ou "cotovelo de tenista". Não, não tenho andado a jogar ténis às escondidas. A lesão ocorreu numa sessão de ioga. O estiramento que senti na altura não me fazia crer que a recuperação ia ser difícil e que talvez se torne mesmo uma lesão crónica. Andei a adiar a consulta... até hoje. Resultado: loção atrás de loção e fisioterapia (para já). Se não resultar, infiltrações... Ai, ai.

P.S. Não serão tolerados eventuais comentários jocosos ao conteúdo acima postado, aludindo a que afinal o problema é uma dor de cotovelo! :-)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

And the Oscar goes to... RAPUNZEL!

Esta tarde deixei-me entrelaçar em 3D...

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Guess who...



Adivinhem lá quem é o papá da menina do vídeo! Ela chama-se Jordan Hewson e tem os olhos azuis do pai. Já são muitas pistas...

Para aquecer o coração nestes dias frios e chuvosos...

Principal dificuldade do dia...

      Conseguir responder a tempo a agradecer e a devolver os votos de "Bom Ano" a quem mos deu, a correr, de passagem, como quem diz "Bom-dia". Bem que me virava para trás, mas muitas vezes já não ia a tempo. Quem me desejava o "Bom Ano", não esperando qualquer resposta, já seguira viagem. Nem sei se ouvia a resposta. É que retribuir um "Bom-dia" é algo que o cérebro processa com relativa rapidez (pelo menos o meu). Mas, dizer "Obrigada. Para ti também um bom ano" ou  "Igualmente. Obrigada. Bom ano novo.", se é para ser dito com sentido e alguma convicção, deve ultrapassar a barreira meio envergonhada, meio contida do murmúrio. Prefiro (e não levo a mal) se não se disser nada quando não houver condições para fazê-lo. Ou então o problema é meu e do centro pessoal de processamento de dados, que anda a perder uns megabites de memória virtual.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Para reflectir...

(Varanasi, 21/08/2010)

1 - "A pessoa que chega é a pessoa certa."
2 - "O que aconteceu é a única coisa que podia ter acontecido."
3 - "Qualquer momento em que se inicia algo é o momento certo."
4 - "Quando algo termina, termina."

       As quatro afirmações acima apresentadas foram retiradas de uma apresentação de PPT (recebida via e-mail), cujo título é: "Índia: as quatro leis da espiritualidade".
      Não sei se a espiritualidade precisa de leis ou se estas que aqui se elencam não pecarão pela simplicidade, ingenuidade. A vida real é mais complexa do que a linearidade destas quatro leis. No entanto, mesmo que não as tomemos por verdades e/ou regras a seguir, que sejam úteis para nos pôr a pensar...

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Mensagem para o novo ano...

Vivam, apenas
Sejam bons como o sol.
Livres como o vento.
Naturais como as fontes.

Imitem as árvores dos caminhos
que dão flores e frutos
sem complicações.
Mas não queiram convencer os cardos
a transformar os espinhos
em rosas e canções.
José Gomes Ferreira

Em contagem decrescente...

    Em contagem decrescente para o final do ano e para a passagem de um ano de vida deste blogue, tenho a dizer que 2010 foi um ano muito generoso. O balanço que faço é certamente positivo (em caso de dúvidas, percorram as mensagens do blogue; foram sempre a celebração de alguns instantes que o tempo fez permanecer). Dos aspectos menos agradáveis não vou aqui falar. Guardo-os para mim. Apesar de, por vezes, transparecer que abro algumas janelas, nunca as abro totalmente. Não é o espaço para isso. No entanto, nas entrelinhas, é possível que tenha escapado alguma confissão mais desvelada, pois tudo o que foi aqui escrito foi confessado com sinceridade.
  Que o tempo passe por mim em 2011 com a mesma generosidade (e com alguns extras, que eu não me importo!).

sábado, 25 de dezembro de 2010

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Para reflectir...

"Não são só as pequenas livrarias que estão a chegar ao seu fim, é todo o pequeno comércio. O que se quer? Que as pessoas se solidarizem com o pequeno comércio? Não, as pessoas procuram os seus interesses e encontram tudo no centro comercial, compram no centro comercial. Há uma coisa que não se diz, é que no centro comercial não é preciso falar, ao contrário das lojas, uma pessoa pega no que precisa, paga e vai-se embora. Temos de assumir que há coisas que já não são necessárias, e o mundo não se pode transformar num museu. O problema não está tanto na existência do centro comercial; está tudo no deslocamento do poder. As multinacionais é que mandam e os centros comerciais são pontos de implantação de um sistema económico, o nosso. O problema que se coloca é: que tipo de vida queremos? O único lugar público seguro que existe é o centro comercial, como antes era o parque, a rua, a praça. Não tenho saudade de outro tempo, mas temos de nos referir ao passado para entendermos o presente. O centro comercial é a nova catedral e a nova universidade: ocupa o espaço de formação da mentalidade humana. Os centros comerciais são um símbolo. Não tenho nada contra eles, o que estou é contra uma forma de ser, de um espírito quase autista de consumidores obcecados pela posse de coisas. É aterradora a quantidade de coisas inúteis que se fabricam e se vendem. E o Natal é uma ocasião estupenda para comprovar isso."

“José Saramago: ‘La globalización es el nuevo totalitarismo”, Época, Madrid, 21 de Janeiro de 2001
In José Saramago nas Suas Palavras

Retirado de http://caderno.josesaramago.org/

Coisas realmente importantes...


O Natal

É o braço do abeto a bater na vidraça?
E o ponteiro a caminho da meta!
Cala-te, vento velho! É o Natal que passa,
A trazer-me da água a infância ressurecta
Da casa onde nasci via-se perto o rio
Tão novos os meus Pais, tão novos no passado!
E o Menino nascia a bordo de um navio
Que ficava, no cais, à noite iluminado...
Ó noite de Natal, que travo a maresia!
Depois fui não sei quem que se perdeu na terra.
E quanto mais na terra a terra me envolvia
E quanto mais na terra fazia o norte de quem erra.
Vem tu, Poesia, vem, agora conduzir-me
À beira desse cais onde Jesus nascia...
Serei dos que afinal, errando em terra firme,
Precisam de Jesus, de Mar, ou de Poesia?

David Mourão-Ferreira


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Neste Natal...

...Love Actually is all around!

É engraçado ver como o mesmo filme é capaz de arrancar valentes gargalhadas e deixar na garganta uma nem sempre contida vontade de chorar.



(O vídeo infelizmente não mostra na totalidade uma das cenas mais bonitas. Aqui está, por isso, em texto...

[on sheets of poster board]

Mark: With any luck, by next year - I'll be going out with one of these girls.
[shows pictures of beautiful supermodels]
Mark: But for now, let me say - Without hope or agenda - Just because it's Christmas - And at Christmas you tell the truth - To me, you are perfect - And my wasted heart will love you - Until you look like this.
[picture of a mummy]
Mark: Merry Christmas.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Para reflectir... IV

(Calangute, Goa, 25/08/10)

"O erro em considerar o cepticismo sinal de lucidez.
A verdadeira lucidez não será precisamente o contrário: tudo incorporar, incluindo o arrebatamento místico da paixão amorosa!
Viver em plenitude é ser-se plenamente lúcido."

Marcello Duarte Mathias, Brevíssimo Inventário, p. 38.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Para reflectir... III

(Jardins Suspensos de Mumbai, 28/08/10)
"Definições para uso pessoal:
O que é viver? Encontrar-se com o tempo.
O que é amar? Descobrir o tempo.
O que é a arte? Vencer o tempo.
O que é a coragem? Estar presente.
O que é um livro? Uma imprudência.
O que é a vida? Intervalo entre duas mortes.
O que é um destino? A vida dos outros.
O que é escrever? Julgar-se diferente.
O que é uma definição? Um outro modo de errar."

Marcello Duarte Mathias, Brevíssimo Inventário, p. 38

P.S. O efeito de distorsão dos motivos (imitação muito, muito pobre de Dali, em "A Persistência da Memória") é uma forma surrealista de traduzir a vontade de parar, distender, inverter, etc., o tempo...

domingo, 19 de dezembro de 2010

Para reflectir... II






"Os grandes homens: lucidez e vontade.
Os sonhadores: lucidez sem vontade.
As figuras de excepção: lucidez, sonho e vontade."



Marcello Duarte Mathias, Brevíssimo Inventário, p. 47

Para reflectir... I

("A Rapariga do Brinco de Pérola", Johannes Veermer)

"Há rostos que agradam e rostos que comovem. São estes os da paixão."

Marcello Duarte Mathias, Brevíssimo Inventário, p. 34.

sábado, 18 de dezembro de 2010

sábado, 11 de dezembro de 2010

Santa Claus has come to town...

       A primeira prenda, em jeito de auto-prenda...
      Não é propriamente a Trek do Alberto Contador, mas por 149,90 euros foi o melhor que se pôde arranjar.
      Os treinos recomeçam daqui a dias. Por isso, caros peões e condutores de S. Miguel, quando virem tão novinha e azulinha máquina, tenham cuidado e respeitem as prioridades!

Incredible (Secret) Story...

      Não sei o que é pior: se, numa casa onde há pelo menos uma advogada e um economista, acharem que o dia 1 de Dezembro é um feriado religioso ou o dia da Implementação da República, se chamarem esta manhã "leiteira" à LITEIRA que transportava Cleópatra e Júlio César (Vera e Hugo)...
    

domingo, 5 de dezembro de 2010

Sunrises...

(7h45m)

      E é assim que chega ao fim, com o título "Marcello Duarte Mathias: o ensaio da arte e da vida", o projecto que abracei ao longo dos dois últimos anos. Hoje o dia desponta com uma agradável sensação de dever cumprido... que é logo esquecida pelo planalto (se dissesse montanha ia assustar-vos, de certeza) de trabalhos para corrigir.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Sobre o tempo... desta vez atmosférico... (Parte 2)

Pior do que andar na Avenida Infante D. Henrique ao final da manhã a enfrentar a chuva e o vento, com um guarda-chuva já meio partido, foi derramar metade de uma garrafa de água dentro da mala.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Sobre o tempo... desta vez atmosférico...

A minha veia Ultra-Romântica (no sentido literário do termo, entenda-se) faz-me gostar deste locus horrendus: chuva, vento, frio. A cereja em cima do bolo seria um trovãozito aqui e outro acolá.

P.S. É claro que estou em casa, de roupão e pantufas.

sábado, 20 de novembro de 2010

Psiuu!! Não contem a ninguém...

Durante quantas horas me vão pôr de castigo a decorar Os Lusíadas ou a ver os filmes do Manoel de Oliveira pelo facto de andar a espreitar "A Casa dos Segredos"? A culpa é do zapping. Eu tento saltar para o canal 11, mas o comando às vezes não me deixa.  

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Em contagem decrescente...

... para a entrega da dissertação. Daqui a pouco mais de uma semana, serei novamente uma pessoa livre.

Sobre a passagem do tempo...

Hoje o tempo parou no Parque das Nações, na Cimeira da NATO...

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

...

É bonito ver como os portugueses têm falta de memória (futebolística). Basta a Selecção marcar quatro golinhos à Espanha, e o Cristiano Ronaldo e os seus amigos já são novamente os melhores do mundo. Estou curiosa para ouvir alguns comentários ao resultado nos media. Para já, o comentador fala em "noite épica".

P.S. Não é o facto de não gostar particularmente de futebol que me leva a querer ou a gostar que Portugal perca. Nada disso. Também fico contente com as vitórias. Mas, este "gosto", "não gosto", "gosto" (ao estilo do Facebook) da Selecção deixa-me confusa...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Para reflectir...

     
     
(Esta sou eu, desde esta manhã!)

      Há momentos na vida em que nos devemos deixar levar pela maré, principalmente se for por coisas inofensivas e engraçadas como é o caso da onda de desenhos animados que invadiu nos últimos dias o Facebook.
      No início estranhei e pensei: "Hum, vou ser diferente e não vou aderir!" Mas, depois, comecei a ver as imagens giras que iam aparecendo (algumas das quais não me importava de assumir como imagem do perfil) e, claro, fiquei cheia de inveja e... assim me tornei na "Anita" (durante alguns minutos) e depois na "Pantera Cor-de-Rosa". Confesso que andei à procura do "Conan, o rapaz do futuro", mas não encontrei na Net nenhuma imagem. Adorava vê-lo suspenso dos edifícios à custa da força do dedo mindinho do pé. Lembrei-me do "Marco", do "Vickie", do "Tom Sawyer", do "Snoopy", do "Dartacão" e das longas tardes (ou início de noites) em que, regressada da escola, o mundo parava enquanto eu olhava para a televisão e a minha mãe preparava o jantar. Entretanto, pensava: "Será que posso ser uma figura masculina?"
       Na verdade, a história dos desenhos animados (sem ofensa às meninas animadas) tem, no meu entender, mais "bonecos" interessantes do que "bonecas"...à excepção talvez da "Heidi" e da "Abelha Maia" que estavam na minha lista, mas já havia algumas no meu grupo de amigos. E eu não quero que haja confusão entre as Heidis e entre as Abelhas de cada um...
     

domingo, 14 de novembro de 2010

Sobre a passagem do tempo...

"O tempo afunilou e não há luz que se vislumbre no fundo do túnel. Somos dois agora, eu e o tempo, a correr disparatadamente em direcções opostas. Rumo ao nada?"
Marcello Duarte Mathias

Hoje fez-se dia na minha varanda assim..

      Depois de já ter praticamente passado um atestado de óbito à minha buganvília, devido a um ataque brutal de cochonilha e da queda quase total das folhas, eis que o Outono lhe trouxe novamente vida e cor. Parece que está a rumar contra o tempo...

sábado, 13 de novembro de 2010

Sobre a arte...

(20/8/2010)
"Há muita coisa que hoje apaixona e amanhã não significa nada. A verdadeira obra de arte deve ser a que cruze os dois sentidos - a hora e o que a transcende. Até porque se não pode viver fora dessa hora." (p. 60)
Vergílio Ferreira, Conta-Corrente 1

Sobre a solidão...


(31/10/2010)
"Assim a solidão não é um estado (útil e interno) com que enfrentamos a agitação (estéril e exterior). O capital que trazíamos connosco para o isolamento pouco a pouco vai-se consumindo. E ficamos com o vazio a preencher-nos. O silêncio é bom enquanto dura a memória do ruído. Perdida ela definitivamente, o que fica não é a pacificação mas a imbecilidade, que está logo a seguir." (p. 54)

"Viver só. Estar só até à morte. Ninguém quer conhecer-nos para nos amar. Defendermo-nos sem uma falha de atenção. Fechar a porta com duas voltas. E vir então para a rua. E ser quotidiano e medíocre. E ser amável. E ser igual, para que todos fiquem tranquilos sem a ameaça, a insolência, o insulto de uma 'diferença'. Já o disse. Mas não há mal em repetir." (p. 69)
Vergílio Ferreira, Conta-Corrente 1 

A libertação de Aung San Suu Kyi...


"Whatever they do to me, that's between them and me; I can take it.
What's more important is what they are doing to the country." 
 (Suu Kyi, New York Times, Feb. 15, 1994)

Em baixo, mais um bom pretexto para ouvir U2, porque eles foram das vozes que mais divulgaram a acção e a prisão da birmanesa, vencedora do Nobel da Paz em 1991, através da Amnistia Internacional e não só. Nos concertos, também se chamou a atenção para isso. Em Coimbra (3/10) também cantei por isso. Como membro da Amnistia, também participei em algumas campanhas. Sei que não foi por causa do que eu fiz; não sou assim tão pretenciosa; fui mais um grão de areia...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Perplexidades do dia...

1.ª -  Indignação de Ana Jorge, Ministra da Saúde, com o facto de o cidadão comum se ter prevenido e "aviado" algumas receitas antes da data limite da subida dos preços dos medicamentos e, em alguns casos, as farmácias terem alertado os seus clientes sobre estas alterações na comparticipação dos medicamentos, o que levou a um aumento das vendas antes dos preços dispararem.
 - Resultado: alguns portugueses pouparam uns euros; o estado angariou menos uns milhões. Se houvesse dúvidas de que o desespero com a dívida pública está a atingir o governo, o nervosismo da ministra tê-las-ia afastado por completo.
- Perplexidade: não deviam os ministros concentrar a sua atenção na defesa e protecção dos cidadãos do seu país e disfarçar um pouco melhor a sua missão em nos explorarem o máximo que podem? Se eu for à bomba de gasolina encher o depósito antes da meia-noite de um qualquer dia de subida do preço do combustível, quem vai "ralhar" comigo?

2.ª - A TAP exigiu ao estado o pagamento dos prejuízos decorrentes da cimeira da NATO que decorrerá brevemente em Lisboa, devido aos previsíveis atrasos nos voos, às restrições do espaço aéreo, ao consumo extraordinário de combustível pelo facto de os aviões terem de aguardar no ar o momento da aterragem.
- Perplexidade: a TAP costuma pagar aos seus clientes quando há atrasos nos voos e se esperam eternidades à espera da bagagem?  É que time is money para nós também...

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Sobre a vida e a morte...

(a melhor fotografia que encontrei na net!)

      Ao ver o vídeo abaixo colocado, veio-me à memória a notícia que assombrou o dia 2 de Novembro e o mundo do surf: a morte de Andy Irons (n. Oahu, 24 de Julho de 1978).  O funeral realiza-se no próximo domingo, na praia de Pine Trees, Hanalei Bay, ilha de Kauai, Havai, a cerca de um mês do nascimento do filho.
     Muito se tem falado sobre a causa da sua morte. Aparentemente terá sido por dengue, mas pela net circulam informações de que a morte poderá estar relacionada com o consumo de metadona.
      Se a morte é uma das poucas garantias que assiste ao ser humano, a morte aos 32 anos de alguém que assimila a energia das ondas e desafia,  ombro a ombro, paredes de água, como se não houvesse sempre um abismo à espreita, faz-me recordar a efemeridade da nossa centelha de vida...

...



Há músicas que brilham como o Sol...
Esta foi uma descoberta muito recente. Ao ouvi-la, sinto-me como uma planta a fazer fotossíntese!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Sobre a saudade...

"Em nome da tua ausência
Construí com loucura uma grande casa branca
E ao longo das paredes te chorei."

Sophia de Mello Breyner Andresen

domingo, 7 de novembro de 2010

Sobre as águias e os dragões...

Se eu gostasse de futebol, hoje seria, sem dúvida, um dia para ficar nervosa. Enquanto águias e dragões (voadores?) aguardam o início das hostilidades, nada como ter a televisão desligada! Depois de tanto prognóstico, antevisão, expectativa, ainda há quem queira assistir ao jogo?...
Lucky me!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Crónicas de um fim de tarde em casa a trabalhar no computador...

"Is it a bird? Is it a plane? Is it Superman?"
Não, foi um parapente motorizado que passou pela minha casa!

Janey Cutler - Britain's Got Talent 2010 - Auditions Week 4



Da próxima vez que eu disser que ter 37 anos é razão para não fazer alguma coisa, vou ali bater com a cabeça na parede e já venho, ok? 

O Festival das Luzes...


      O dia 5 de Novembro corresponde ao principal dia dos festejos do Diwali, um dos festivais indianos mais conhecidos. Partilham-se doces, iluminam-se locais e almas, convocam-se vários deuses protectores (da riqueza, da saúde, da sorte...).

P.S. Só por curiosidade, a fotografia da National Geographic foi tirada no Palácio da Cidade de Jaipur, onde vive o actual Marajá (em título). A fotografia que se segue é mais uma pequena provocação... 
(Jaipur, 17/8/10)