Depois de várias fases opinativas (sempre foi não até hoje) quanto ao conceito de blogue e quanto à vertiginosa disseminação actual destes pequenos lugares de encontro, resolvi criar o meu... em jeito de diário de bordo de uma viagem que todos os dias tem encontro marcado com o Tempo, por isso estará repleto de generalidades, banalidades, comentários, reflexões, imagens, sons... Será bem-vindo a comentar quem vier por bem, mesmo que seja para discordar...
quinta-feira, 28 de abril de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Incredible Turkey...
Após 10 dias de ausência por terras da Ásia Menor, era já altura de voltar aqui, a este espaço que andou umas quantas ampulhetas em piloto automático com a postagem de alguns gráficos mais divertidos. Ainda estou em fase de revisão das fotografias, mas, para já, fica esta...
(Istambul, 18/4/11)
segunda-feira, 18 de abril de 2011
domingo, 17 de abril de 2011
sábado, 16 de abril de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
terça-feira, 12 de abril de 2011
Primeiro Homem no Espaço... Foi há 50 anos...
Eu sei que a 12 de Abril de 1961 se vivia em plena Guerra Fria.
Os EUA e a União Soviética desafiavam-se mutuamente em terra e nos ares.
Mas, achar que os feitos de Yuri Gagarin, bem como, mais tarde, de Neil Armstrong, Edwin 'Buzz' Aldrin e Michael Collins ao pisarem o solo lunar a 20 de Julho de 1969, foram embustes, para cada um dos respectivos países se colocar na linha da frente da conquista espacial, parece-me impensável. Como seria se a História se tivesse enganado, ou melhor, se o Homem tivesse enganado a História? Como seria esta reescrita? Que consequências haveria para os seus prevaricadores? O que terá levado a filha de Gagarin a negar anos mais tarde a viagem espacial do próprio pai? Qual a filha que não gostaria de ver o progenitor a ser imortalizado como herói nacional e mundial? A morte precoce de Gagarin aos 34 anos, num acidente de aviação, será apenas uma trágica e irónica forma de morrer?
sábado, 9 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
À descoberta de Istambul...
A 50 páginas do final do livro que anda aqui ao lado a ver passar o tempo, há uma passagem que se impõe citar. Livro de memórias de uma cidade que se confundem com as memórias do escritor. Simbiose perfeita entre memórias exteriores e interiores. Se a primeira dimensão pode ser facilmente confirmada ou desmentida; em relação à segunda, há sempre alguma dúvida sobre a veracidade da vida que se expõe, se confessa, tal é a subjectividade do processo da escrita de si...
"Ao fim de algum tempo, a música, as imagens de Istambul desfilando através dos vidros, os passeios e as ruas de pedra por onde o meu pai metia dizendo 'vamos por aqui?' sem esperar pela minha resposta, tudo isso criava no meu espírito uma atmosfera que me convencia de que nunca se encontrariam as respostas para as perguntas essenciais que se faziam na vida, mas que, mesmo assim, era obrigatório fazê-las, e que o objectivo e a felicidade da vida se encontravam em lugares para onde não podíamos ou não queríamos olhar. Notava também outra coisa, tão importante como essas dificuldades: pensando nelas, precisamente, ou procurando o rasto da felicidade e da profundidade da vida, vemos pelo vidro do carro, da janela de casa ou do barco em que se atravessa o Bósforo, imagens que acompanham o nosso pensamento. Isso é muito importante porque, com o tempo, a vida, uma melodia, um quadro ou um conto conhecerá altos e baixos, ao passo que as imagens da cidade que passam diante dos nossos olhos, mesmo anos mais tarde, conservarão para sempre a frescura e ficarão em nós como a lembrança de um sonho."
Orhan Pamuk, Istambul: Memórias de uma Cidade, Lisboa, Editorial Presença, 2010, pp. 310
Sobre a esperança...
A rematar um excepcional filme (The Shipping News, de Lasse Hallström), o protagonista (Kevin Spacey) diz:
"Há coisas que não sei...
Se uma tira de pano com nós pode desencadear o vento,
Se um homem afogado pode acordar,
Então, acredito que um coração destroçado possa reviver."
domingo, 3 de abril de 2011
Instantes...
(2008)
"Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na luta por um bem definitivo
Em que as coisas de amor se eternizassem."
Sophia de Mello Breyner Andresen
"Os direitos inalienáveis do leitor"...
(Daniel Pennac, 1944 - )
1. O direito de não ler.2. O direito de saltar páginas.
3. O direito de não acabar um livro.
4. O direito de reler.
5. O direito de ler não importa o quê.
6. O direito de amar os "heróis" do romance.
7. O direito de ler não importa onde.
8. O direito de saltar de livro em livro.
9. O direito de ler em voz alta.
10. O direito de não falar do que se leu.
Daniel Pennac, Como um Romance
sexta-feira, 1 de abril de 2011
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